26 abril 2008

Esse meu intenso desejo
de morrer
é um extenso desejo
de viver espiritualmente.
Por isso escrevo.
As letras libertam a matéria de suas formas primitivas
e com palavras elevam os fatos além do impossível
E os versos?
Ah! Esses são orgasmos
e meu poema virou suruba

24 abril 2008

Tédio singelo

Meu caro, você está com a faca e o queijo nas mãos!
Então só falta cortar os pulsos...

12 abril 2008

Exercícios de construção poética - teoria e prática

Tema:
"Como eu sou um girassol
Você é meu sol"

Variações do tema sem sair do tom:

Correta
Como eu sou um guarda-chuva,
Você é minha chuva.

Corretíssima
Como eu sou um beija-flor,
Você é minha flor.

Equivocada pela semântica
Como eu sou um sanguessuga
Você é minha suga

Equivocada pela rima
Como eu sou um sanguessuga
Você é meu sangue

Equivocada pela rima e pela semântica
Como eu sou um pé-de-atleta
Você é minha micose

Desastrosa, mas por vezes verdadeira
Como eu sou um porco-espinho
Você é meu espinho

Proibida pela opus-dei
Como eu sou um pica-pau,
Você é meu pau

Eu
Ateu
Penso que a vida
Por conta dos homens
É o caminho para a morte.


Eu
Mais eu
Gosto da vida
Por conta das mulheres
E das carnes um bom corte

31 março 2008

Direto do velho caderno 3 - 1998

A M O R T E Q U E R O !

30 março 2008

O silêncio tem mil faces
E as palavras não esclarecem
Os atos só confundem
Logo a vida se entristece

(Essa última forma que tomou o poema, com a supressão dos pronomes, teve intuito de dar um tom impessoal e deixar claro que por aqui não se faz biografia. No entanto a alteração trouxe muitas outras conotações, indesejadas. O eu-lírico é fundamental para a poesia! Talvez um título ao poema resolvesse o problema, mas como estou com dificuldade de criar títulos ultimamente, o que já está me intrigando, melhor que retorne a sua penúltima forma.)

Meu silêncio tem mil faces
Minhas palavras não esclarecem
Meus atos só confundem
Logo a vida te entristece

27 março 2008

Sou homem de poucas opiniões, poucas palavras, poucas mulheres
Poucas e boas